Vouclicar.com espera faturar R$ 44 milhões, em 2018, com a venda de soluções corporativas em uma plataforma estilo app store

App Store, Windows Store, Google Play. O mercado de consumo (B2C) já está bastante acostumado a comprar tecnologia em lojas online de aplicativos. Agora, será que o conceito também se aplica para o universo corporativo? Cristina Boner, executiva com experiência fornecendo soluções B2B em organizações como Globalweb e NFe do Brasil, acredita que a resposta para essa pergunta é “sim”.

A empreendedora colocou mais uma empresa no mercado há alguns meses, justamente focada nesse tipo de oferta. Batizada de Vouclicar.com, trata-se de um marketplace que abriga soluções de negócios de fabricantes como Microsoft, AWS, IBM, Oracle, Trend Micro e CA. Além dessas marcas, o ambiente agrupa também outra dezena de ferramentas desenvolvidas por desenvolvedores independentes de software (ISVs).

Cerca de 200 empresas já adquiriram algum produto disponível na plataforma, que está no ar oficialmente há três meses. “Isso é muito”, avalia Cristina, que não esconde a ambição de, agora, dar escala ao empreendimento. Para tanto, contudo, precisa trabalhar para “mudar a cultura de compra e persistir para que pequenos empresários não tenham preguiça de aprender o novo. Esse é o nosso desafio diário”, opina.

As coisas parecem estar se ajustando. A conversão de vendas de programas baixados em versão trail apresentou aumento nos últimos meses. A taxa de desistência dos compradores depois do período de teste caiu de 70% para 40%. A meta é chegar a 5%, quando o mercado estiver mais familiarizado ao conceito proposto pela companhia. “Em, no máximo dois anos, é algo que vai se proliferar”, acredita.

O Vouclicar levou três anos para ser desenvolvido e consumiu investimentos de R$ 10 milhões. Seu modelo atual considera integração de soluções e nuvens de diversos fabricantes com ofertas de preços agressivos (a partir de R$ 9,90/mês).  Antes de ser lançado oficialmente, passou por um período de um ano em beta.

A expectativa é que a empresa fature R$ 2 milhões no primeiro ano para, a partir de então, seguir um rumo intenso de expansão. As projeções de Cristina apontam para receitas da ordem de R$ 8 milhões em 2015, R$ 19 milhões em 2016, R$ 28 milhões em 2017 e R$ 44 milhões em 2018. Além disso, no horizonte da empresa, há planos de buscar um sócio investidor para alavancar o produto no mercado local e internacional.

Fonte: Computerworld

 

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